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Empreendedorismo Trans: Histórias de Sucesso e Oportunidades no Brasil

Empreendedorismo Trans e Travesti no Brasil

 O cenário empreendedor brasileiro revela uma força inegável: o empreendedorismo trans. Uma pesquisa inédita do Sebrae, em parceria com o Instituto Datafolha, aponta que essas pessoas lideram o empreendedorismo dentro da comunidade LGBT+, com 70% possuindo ou desejando um negócio próprio. Desse total, 34% já comandam alguma atividade econômica, mostrando resiliência e inovação. Essa tendência não apenas gera independência financeira, mas também cria espaços mais inclusivos e acolhedores no mercado.

Para muitos, o empreendedorismo se torna uma resposta à discriminação enfrentada no mercado de trabalho tradicional. Marcio Borges, analista de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae, destaca que ter um negócio próprio é, para essa comunidade, uma conquista contra o preconceito. Essa realidade impulsiona a busca por autonomia, transformando desafios em oportunidades de desenvolvimento profissional.

O Cenário do Empreendedorismo Trans no Brasil

A pesquisa do Sebrae detalha o perfil do empreendedorismo trans, evidenciando que a decisão de iniciar um negócio próprio é frequentemente impulsionada pela necessidade, especialmente para aqueles com renda familiar de até dois salários-mínimos. Essa motivação, aliada à criatividade e à busca por um espaço de dignidade, impulsiona a abertura de novos empreendimentos. O empreendedorismo, nesse contexto, torna-se uma ferramenta de empoderamento e transformação social.

Mais do que apenas uma fonte de renda, o negócio próprio permite a construção de ambientes de trabalho onde a identidade de gênero e a orientação sexual são valorizadas, e não um obstáculo. Essa busca por autonomia e por ambientes seguros é um fator determinante para muitos empreendedores trans. O Sebrae reconhece essa jornada e busca oferecer apoio para que esses negócios prosperem.

Segmentos de Negócios e a Presença Online

No que se refere aos segmentos de atuação, o estudo aponta que pessoas trans empreendem principalmente nos setores de Beleza, Estética, Comércio, Entretenimento e Cultura. Por exemplo, 20% desse grupo atua em Entretenimento e Cultura, um percentual significativamente maior em comparação com a população não-LGBT+. Essa especialização em nichos específicos reflete a busca por mercados que valorizem a diversidade e ofereçam maior aceitação para suas identidades.

A presença digital é um forte diferencial para esses empreendedores, com 69% atuando tanto online quanto presencialmente, superando a média geral de outros grupos. Essa adaptabilidade aos canais de venda, incluindo o ambiente digital, é crucial para alcançar mais clientes e expandir os negócios. Mesmo com a experiência de ter tido outro negócio antes (56% já tiveram), o que geralmente foi encerrado por questões pessoais ou financeiras, a resiliência impulsiona a seguir em frente. Para entender como o ambiente digital pode impulsionar seu empreendimento, confira nosso artigo sobre Pesquisa de Mercado com IA: A Revolução para o MEI em 2025.

Desafios e o Caminho para a Formalização

Mesmo com o ímpeto empreendedor, a pesquisa do Sebrae revela que pessoas trans e demonstram menor confiança nas chances de sucesso de empresas lideradas por pessoas LGBT+. Essa percepção, que pode ser influenciada por situações de preconceito, exige atenção. A formalização do negócio surge como um caminho para superar essa barreira, oferecendo segurança jurídica e acesso a benefícios. No entanto, a informalidade ainda é alta, com 53% em situação não regularizada.

A formalização traz consigo benefícios previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença, além de facilitar o acesso a crédito. No entanto, a questão do nome social ainda impõe barreiras burocráticas para a emissão do CNPJ, tornando o processo mais complexo. É fundamental que o Sebrae e outras instituições continuem a orientar e apoiar, propondo soluções personalizadas para que esses empreendedores superem os desafios e conquistem seu espaço no mercado de forma sustentável. Para mais informações sobre o papel do Sebrae no apoio aos empreendedores, veja o post sobre Sebrae Startups e Startup Genome: O Caminho para o Reconhecimento Internacional.

Apoio e Perspectivas para o Empreendedorismo Trans

O apoio institucional é vital para o crescimento do empreendedorismo trans. O Sebrae, por meio de seus analistas e programas, busca oferecer uma atenção especial a esses grupos, fornecendo orientação e ferramentas para que possam formalizar e desenvolver seus negócios. A superação das barreiras legais, como a retificação do nome social para fins de CNPJ, é um passo crucial para a plena inclusão. Essas ações visam criar um ambiente mais equitativo para todos os empreendedores, sem distinção, garantindo que o talento e a criatividade se transformem em prosperidade. A visibilidade e o apoio a essas iniciativas são essenciais para que mais pessoas se sintam seguras para empreender. Para saber mais sobre o crescimento do empreendedorismo no Brasil e como o Sebrae apoia, confira nosso artigo: MEI no Brasil: O Crescimento dos Microempreendedores Individuais.

O futuro do empreendedorismo no Brasil é cada vez mais plural e inclusivo. Ao reconhecer e apoiar o potencial empreendedor de pessoas trans, o país não só promove a justiça social, mas também impulsiona a economia. A diversidade de ideias e a resiliência desses empreendedores são um motor para a inovação e para a criação de um mercado mais justo e dinâmico, beneficiando toda a sociedade.

 

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